Unidade e diversidade

As artes captam e apresentam verdades belíssimas, numa conexão fiel entre aspectos analíticos (lógicos) e afetivos. Vimos como a experiência de comunhão era vivenciada na igreja do período apostólico. Guilherme Kerr usa o texto de Atos 4.32-37 para registrar a idéia em som.

Tomamos a liberdade de nos apropriarmos do ponto para aplicarmos ao nosso contexto. O resultado é percebermos a beleza do que já temos vivido. O evangelho e a comunidade são mesmos demais!

Barnabé e a prática do amor

Na série Atos temos visto como Deus convida e conduz a Igreja a acompanhá-Lo em Sua missão. Uma das bençãos concedidas para que isto se torne real, é a prática do amor. Vimos, em Atos 4.32-37, como homens normais, a exemplo de Barnabé, encarnavam esta realidade.

A música condensa essa mensagem de forma artística e bela. É um clássico da música cristã brasileira. Desfrute, e seja como Barnabé.

Letra:

Barnabé (Guilherme Kerr)

Não fica bem a gente passar bem e outro carestia
Ainda mais quando se sabe o que fazer e não se faz
Como fruto do amor de Cristo, fruto do seu compromisso
Vendeu o homem o que tinha e repartiu

Era o seu nome: Barnabé, natural de Chipre
Também chamado de José das Consolações
Homem bom e piedoso, cheio de fervor e fé
Homem de Deus

E quando Saulo converteu-se a Cristo lhe faltou amigos
Alguém que fosse companheiro, fonte de consolo e abrigo
Como fruto do amor de Cristo, fruto do seu compromisso
Foi um homem procurá-lo, dando-lhe a mão

E quando a igreja se espalhou pra todo canto que havia
Providência, sim, por mão de Deus, chegou à Antioquia
Precisando de um pastor de almas, mesmo de um pastor de homens
Foram procurar àquele que qualificou

As mulheres da máscara de ouro

Nessa semana algumas mulheres da igreja se reuniram em um encontro especial. Bebidas leves, mesa belíssima, tratamento de pele com máscara de ouro (nunca tinha ouvido falar…), e, acreditem (!), aconselhamento bíblico.

Qualquer semelhança com o ambiente de um salão de beleza parece suscitar na mulherada o ânimo da fofoca e conversas do tipo, mas nossas mulheres – subversivas que são – encontraram no ambiente do tratamento de beleza, o cuidado com a “estética do coração”.

“O que acontece em Vegas, fica em Vegas”, dizem. Em parte isso vale para as sessões de aconselhamento mútuo. O clima de confiança e discrição é importante para que os vínculos sejam fortalecidos e haja abertura para derramar o coração e tanto dar quanto receber conselhos. Assim, não sei com profundidade o conteúdo do encontro; mas o gesto de se reunirem com esse propósito me alegra profundamente.

Em vez de amenidades e coisas fúteis, experimentaram a realidade bíblica de encorajar-se mutuamente (Cl.3.16), e de ensinar umas às outras a melhor honrar ao Senhor nas relações diárias (Tt.2.3-5).

Essas são mulheres preciosas. Tenho acompanhado algumas de suas lutas, visto muitas de suas vitórias, e me esforçado para, de alguma maneira, ajudá-las na assimilação e prática de uma feminilidade saudável e bíblica. Há casadas e solteiras, loiras e morenas, altas e baixas, magras e… magras (acabo de ganhar pontos!); e essa variedade traz grande beleza à comunidade.
Poucos dias antes dos cosméticos, estavam colocando a mão na massa para fazer limpeza e organização profunda na casa onde a congregação se reúne. E assim o perfil vai se delineando: Mulheres sensíveis, do tipo que chora com comerciais, preocupadas com beleza, mas também firmes, esforçadas e trabalhadoras (qualquer semelhança com Pv.31 não é mera coincidência).

No meio desse jardim existem dois botões de rosa se abrindo. As duas pequeninas hoje apenas olham para as mulheres adultas e começam a enxergar aquilo que deverão ser. O mais legal de tudo é que, enquanto as mais novas olham para cima, para aprender a ser mulher, as adultas também olham para o alto, a fim de continuarem em aprendizado.

A cultura, hoje, reconhece o dia de vocês, mulheres. A Escritura lhes dá reconhecimento desde sempre. Sejam, então, louvadas por sua beleza e graça, e saibam que oramos pelo seu florescimento.