Vinte e poucos anos

Fábio Jr. eternizou os “vinte e poucos anos” em sua canção. O refrão, não sem razão regravado pela banda de rock Raimundos em uma ou duas gerações posteriores, refletia a máxima da imprudência e egoísmo juvenil:

Nem por você / Nem por ninguém / Eu me desfaço / Dos meus planos / Quero saber bem mais / Que os meus 20 e poucos anos

Nem toda juventude precisa ser assim. Conquanto deva ser reconhecido como necessitando de maturidade, esse período pode ser um prazeroso momento de descobertas e crescimento.

15014832727_ff8df4bb19_z(1)Ontem, 18 de Julho, a Igreja Presbiteriana do Renascença completou 28 anos de vida. Na prática, o tempo é maior, pois o período de congregação não é contado. De todo modo, são “vinte e poucos anos” de desafios e crescimento; uma jornada que pode ser vista por alguns como período curto, mas certamente com permanência significativa enquanto organismo e organização.

Do lado de cá, observando como congregação, só podemos admirar a nossa igreja-mãe. Somos como a pequena Sarah apreciando a mamãe Camila, ou como Aninha “babando” Rosely. A filha vê a mãe formada e tem a impressão de que ela sempre foi assim. Que engano! Talvez Elisa não suspeite que as broncas que hoje recebe, foram as mesmas recebidas pela mãe; talvez Vitória não saiba que Jamilly já precisou esperar para desfrutar de algumas liberdades; talvez Raquel nem imagine que Luísa não usava batom na infância.

Hoje observamos uma igreja de 28 anos com estrutura estabelecida: pastor titular e seus auxiliares; conselho de pastores e presbíteros; junta diaconal crescente; boa localização e prédio; e os benefícios da vida eclesiástica, como certa autonomia e maior participação na dinâmica do presbitério. Mas a IPR não nasceu assim. Ela não usava batom na infância.

G0010242(1)Como nós, a igreja começou se reunindo em uma casa — a da irmã Sônia Faray. Experimentou aquela “vida nômade” que as congregações vivenciam antes de ter maior estabilidade. Passou por casa, escola, até adquirir localização própria. Teve muitos pastores, a maioria com curta duração, até se estabilizar com o Rev. Ilmar, que já conta com mais de uma década na liderança. Enfrentou dificuldades com pessoal — diáconos, músicos e professores nem sempre foram abundantes. Mas, com o passar do tempo, Isabela vai se tornando Karol (do seu jeito, é claro).

A IPR foi (e continua sendo) tratada e aperfeiçoada pelo Senhor ao longo dos anos. Na celebração desses 28, somos convidados a apreciar nossa “mãe” e louvar a Deus por preservar a vida da igreja na cidade. Imitemos as virtudes e aprendamos com os erros de quem veio antes de nós, a fim de manter o mesmo testemunho fiel no meio da cultura. Louvado seja o nosso Pai pela Igreja Presbiteriana do Renascença!