UM EQUILÍBRIO DIFÍCIL: AMOR E VERDADE

Há pessoas que amam tanto que não conseguem dizer a verdade. Sabe como isso pode ocorrer? Uma moça se aproxima de sua amiga e pergunta: “Ficou bom este vestido?” A amiga responde: “Ficou ótimo em você!”
A amiga sabe, pois ela também é uma mulher, a devastação que uma observação crítica produz. Ela sempre sofre com a verdade crua de seus irmãos, e resolveu ser apenas amorosa. O vestido de sua amiga é demasiado curto e apertado, transmitindo uma mensagem sobre seu caráter e personalidade que não corresponde à verdade. Mas, como ela queria ser apenas amorosa, a verdade será dita apenas pelo vestido.
Por outro lado, há pessoas que são tão verdadeiras que o amor está ausente em sua fala. Sabe como isso pode ocorrer? Um rapaz se aproxima de seu amigo e pergunta: “O que você achou do áudio?” O amigo responde: “Cara, está muito desafinado! Ficou feio, beirando o ridículo!”
O amigo sabe, pois ele também é um homem, a devastação que uma fala amorosa produz. Ele sempre desconfiou de seus pais porque sempre o elogiavam. Tudo para eles estava lindo e maravilhoso… e não é bem assim – ele se ouviu cantando uma vez e foi horrível. A voz de seu amigo nem é tão ruim, mas é melhor pegar pesado de uma vez para que ele sofra um choque de realidade e tome alguma providência para melhorar… se sobrar amigo depois de sua fala!
O ponto que une os dois casos, e muitos outros, é que sempre precisamos de um olhar de fora para validar nossas escolhas. O pior caso é quando as pessoas ignoram completamente o olhar de fora e se tornam egoisticamente seu único amor e verdade. Entretanto, este é apenas o extremo. Aqueles que optam ou pela verdade ou pelo amor, também estão mais preocupados com si mesmos do que com o outro. No primeiro caso, ela não queria perder a imagem de pessoa “boa”; no segundo caso, ele não queria perder a imagem de pessoa certa. Em ambos os casos os amigos foram rebaixados.
Quem, afinal, tem o poder de nos olhar por dentro e por fora e de nos dar um retorno sobre como estamos?
Se eu fosse você, consideraria o Deus-homem, Jesus Cristo. Ele é a única pessoa que equilibrou verdade e amor. Por causa da verdade de que somos pecadores até a raiz, ele foi punido; e por causa do seu amor, ele se entregou para ser morto na cruz em nosso lugar.
Pr. Tarcizio Carvalho

Discipulado e Comunhão

A identidade de Jesus Cristo foi revelada de forma nada comum: nascimento virginal, risco de morte, o Rei do Universo nasceu pobre, mas foram anjos que anunciam seu nascimento! Mais tarde foi Jesus mesmo quem começou a dizer: “Sigam-me”.
Ora, se ele tiver sido quem ele disse ser, o que significa segui-lo, ser seu discípulo? Significa que as prioridades mudam, que a sua identidade pode ser descoberta, e que o exercício de misericórdia passa a ocupar o centro do seu coração.
Entretanto, algumas pessoas tentam o discurso: “Jesus, entre em minha vida, perdoe meus pecados, responda às minhas orações e faça mais algumas coisas por mim… mas não seja o mestre absoluto da minha vida!” Esses não captaram qual seja a prioridade aqui.
Outros dizem que você só é alguém se tiver uma carreira lucrativa, uma família, se tiver escrito um livro, plantado uma árvore etc. Jesus desafia essa compreensão dizendo: “Se você ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma… e, quem perder a vida por minha causa, esse a salvará”. O que Jesus quis dizer foi que em lugar de procurar sua identidade ganhando coisas, procure-a conhecendo mais sobre ele – quem é, o que fez, a fim de finalmente ter uma identidade verdadeira.
Assim, o cristianismo ousadamente afirma que todo aquele que acreditar em Jesus Cristo como seu único salvador pessoal, entra para a família de Deus. Tenho certeza que você já percebeu a variedade de afetos que cativam você: o prazer, o dinheiro, a beleza, o orgulho… e muito mais. Pode ser que alguém até troque de afeição, se perceber que um afeto está lhe trazendo prejuízo. Mas será apenas um novo afeto que a dominará… até vir a ser nocivo novamente!
Somente uma afeição pode libertar uma pessoa da tirania de seus antigos desejos. É exatamente isso que Jesus Cristo faz. O afeto que ele coloca no coração de quem crê nele expulsa todos os outros afetos interesseiros e predadores.
O discipulado começa com o crescimento pessoal que envolve prioridades diferentes, uma identidade clara e o exercício contínuo de misericórdia. Por isso o discipulado é tão importante, porque além da leitura meditativa da Palavra de Deus, se exercita com expressões práticas de amor ao próximo.
O cristianismo é ousado, sim! Siga Jesus, pois ele lhe dará o que você precisa. É por isso que em um discipulado tudo deve apontar para Jesus.
Pr. Tarcizio Carvalho