A cosmovisão cristã é redentora… e até um ateu sabe disso!

Talvez você não conheça Matthew Parris. Trata-se de um escritor e radialista sul-africano-britânico, autor de livros sobre política e viagens, que cito aqui por conta de uma de suas publicações na revista The Times, de Londres, no final de 2008: “Na África, o Cristianismo muda o coração das pessoas. Isso traz transformação espiritual. O renascimento é real. A mudança é boa”.

Não estamos falando do testemunho de um cristão que retornou à África, já que este jornalista é um autodeclarado ateu convicto! Isso mesmo: Matthew Parris é ateu! Trata-se de um homem que, apesar de sua falta de fé e rebelião contra Deus, percebe o forte impacto da cosmovisão cristã em cultura em que missionários atuaram.

Para ele, visitar localidades evangelizadas por missionários cristãos permitiu a constatação de uma mudança real e para melhor na vida dos africanos.

Em seu artigo, intitulado “Africa needs God” (A África precisa de Deus), Parris destaca que os evangelizados eram sempre diferentes: “ao invés de assustar ou confinar seus conversos, sua fé parecia tê-los libertado e aliviado. Havia alegria, curiosidade, um comprometimento com o mundo – uma integridade em seu cuidado com os outros – que parecia estar faltando na tradicional vida africana”.

Não poderia ser diferente! Quando o evangelho alcança o coração humano e o transforma, os seus efeitos são claramente observáveis por qualquer pessoa. Um dos efeitos notáveis é, exatamente, o “andar em novidade de vida” (Rm 6:4; 7:6), ou seja, comportar-se como pessoas cujos grilhões do pecado foram quebrados.

“Sempre que entrávamos em um território de trabalho missionário”, testemunhou Parris, “tínhamos que reconhecer que algo havia mudado nos rostos das pessoas com quem tínhamos contato: algo em seus olhos, a forma como se aproximavam de nós, cara a cara, sem olhar para baixo ou para longe”.

Esse homem reconhece que todo um continente precisa de Deus, ao passo que, ele mesmo, segue vivendo como se Deus não existisse. Ele está certo ao reconhecer o potencial do evangelho quando este chega aos corações e provoca radicais transformações, e quando liberta pessoas espiritualmente cativas do medo de “espíritos maus, de ancestrais, da natureza e dos animais, da hierarquia tribal, de coisas cotidianas”. Sim! O testemunho de Parris nos alegra pelo óbvio – temos reconhecido há muito tempo que a cosmovisão cristã é redentora.

Oremos por este jornalista. Ele está à beira de uma rio de águas cristalinas, capaz de trazer vida e transformar toda uma cultura à sua volta. Ele sentiu o cheiro do pão que é verdadeiro alimento, e observou os sinais da sua multiplicação, sem, contudo, estender as próprias mãos para comer. Narra os fatos, mas se nega a experimentar do mesmo Deus que reconhece como bom para todo um continente. A cosmovisão cristã é redentora… e até um ateu sabe disso!

Bruno Souza

Submit a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *