As Crianças e o Culto Público

As crianças de nossa Igreja são devidamente identificadas por nós como filhos da aliança. Com isso estamos afirmando que elas são membros da Igreja e, assim como a Palavra de Deus é dada a todos os membros da comunidade do pacto, incluídas estão, por certo, as crianças pequenas.

Alguns textos demonstram a participação dos pequeninos em cultos públicos como, por exemplo, em 2 Crônicas 20:13: “Todo o Judá estava em pé diante do Senhor, como também as suas crianças, as suas mulheres, e os seus filhos”; e em Josué 8:35: “Palavra nenhuma houve, de tudo o que Moisés ordenara, que Josué não lesse para toda a congregação de Israel, e para as mulheres, e os meninos, e os estrangeiros, que andavam no meio deles”.

O próprio Senhor Jesus nos ensina que crianças deveriam ser trazidas à sua presença. No Evangelho de Marcos 10:13-14 lemos: “Então lhe trouxeram algumas crianças para que as tocasse, mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus”.

Convencidos de que nossos filhos cultuam conosco de modo congregacional, pois fazem parte do corpo unido (At 2:39), é essencial que os pais estejam conscientes de que não basta simplesmente levarem seus filhos aos cultos, mas também que eles devem ser treinados por vocês para que cultuem ao Senhor adequadamente. Assim como ensinamos nossos filhos a andar e a falar, de igual modo, é nosso dever ensiná-las diligentemente as Escrituras e como elas devem adorar a Deus ao “sentarem em sua casa”, ao “andarem pelo caminho”, ao “deitar”, ao “levantar” (Dt 6:6-7). Portanto, é da responsabilidade dos pais o ensino, a disciplina e controle de seus filhos no culto.

Tome cuidado para que seu filho não esteja crescendo com uma noção deturpada sobre o culto público. O objetivo é treinar as crianças a exercerem autocontrole e aprenderem como adorar o Senhor. Logo, é da responsabilidade dos pais estabelecer as regras de comportamento para suas crianças, bem como ajudá-las a entender a razão por que estão no culto. Por isso, nós precisamos ter a consciência clara do que estamos fazendo ali para, assim, ajudarmos nossas crianças a terem alegria de participar conosco. Não é porque são crianças que devemos deixá-las sem nenhum tipo de limite no ambiente do culto solene.

Enfim, tão belo quanto os sons das crianças participando conosco das leituras e canções, é ouvir a voz sussurrante, firme e discipuladora dos pais ensinando reverência aos nossos pequeninos durante o culto. Assim, uma criança sendo discretamente corrigida por seu pai ou mãe, não deveria causar estranheza a nós. Estranho é negarmos aos nossos filhos a disciplina necessária a qualquer adorador.

Bruno Souza

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