Mais perto para ver melhor

Nessa semana, enquanto sentava com algumas pessoas para aconselhar, ouvi alguém falar de como olhava para outros irmãos e deseja ter o tipo de experiência que eles vivenciavam. O sentimento não é novo, e talvez você também já tenha visto a grama do vizinho como mais verde. Mas ao ouvir tal desabafo, eu pude parar e responder: se você acha que os seus irmãos vivem a vida “ideal”, então precisa conhecê-los mais de perto.
Algumas pessoas são lindas à distância. Aproxime-se e verá os cravos na pele, as falhas nos dentes, ou qualquer outro sinal de “imperfeição”. Alguns cartazes são ótimos à distância. Mas é de perto que as falhas da impressão e a imagem “pixelizada” podem ser vistas. Alguns irmãos são perfeitos à distância. Mas de perto poderemos considerar tanto as suas imperfeições, quanto as suas lutas diárias.
É importante estar perto uns dos outros. A verdadeira comunhão quebra a ilusão de que algumas pessoas são perfeitas, e nos encoraja a substituir a inveja pelo serviço. Estar perto revela a feiúra, mas promove a troca genuína que nos faz crescer e traz beleza.
Ontem os homens e mulheres de nossa igreja se encontraram mais uma vez para prestação de contas e encorajamento mútuo. Essa é uma parte fundamental da nossa caminhada como igreja e do desenvolvimento da comunhão verdadeira. Participe desses encontros para chegar mais perto e ver melhor os seus irmãos.

Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo. (Gálatas 6.2)

Um novo horário e um novo ânimo!

A Congregação Presbiteriana da Cohama agora se reúne em um novo horário: apenas pela manhã. A Escola Bíblia Dominical continuará funcionando normalmente às 09h30m, mas agora será seguida do culto público, às 10h30m.
A mudança de horário se deu por uma série de fatores. O mais urgente foi a demanda para o segundo semestre, no qual terei que conduzir os trabalhos na Congregação junto aos da igreja mãe (Igreja Presbiteriana do Renascença). Mas, além disso, a questão envolveu sensibilidade pastoral: algumas pessoas, que moram longe e possuem dificuldade quanto ao transporte, estavam escolhendo o turno em que viriam para a igreja. A junção de tudo em um horário permite que tais pessoas participem tanto da escola dominical quanto do culto, além de providenciar um horário mais seguro para que retornem às suas casas. Existe, ainda, o aspecto relacionado à guarda do quarto mandamento. O mandamento, como temos visto, ensina sobre adoração e descanso. Por vezes acabamos quebrando o princípio do descanso com uma correria e ativismo aos domingos. Também deixamos de adorar ao Senhor passando tempo com a família. O novo horário nos permitirá adorar e descansar; desfrutar da família da fé e da família de sangue; experimentar o alento do coração e também do corpo.
Mas há riscos a serem considerados. Um deles pode ser a resistência natural que temos às mudanças. Por vezes, mudar é incômodo, e ter que nos acostumar a rotinas diferentes pode ser cansativo. Contudo, se percebermos a ocasião como oportunidade de servir aos irmãos e ter a Congregação melhor assistida nas demandas de ensino e adoração, a nossa atitude pode mudar. Outro risco envolve a quebra do dia do Senhor, com alguns de nós “aproveitando” o resto do tempo no domingo para resolver questões de trabalho ou atividades semelhantes. Somos chamados a considerar não apenas o horário do culto como “do Senhor”, mas o dia inteiro. Finalmente, existe o risco de não desfrutarmos do tempo que tínhamos após o culto vespertino para um cafezinho e conversas com os irmãos. Poderíamos aproveitar o novo horário para almoçar juntos e desfrutar de comunhão com os irmãos.
Algumas pessoas têm se demonstrado interessadas no novo horário. Pedimos a Deus que Ele nos permita ter um ânimo renovado e que Ele nos envie as pessoas do Seu agrado nessa nova configuração.
A Ele a glória, sempre!

Pipoca&Bíblia: Sem Limites

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Ontem tivemos mais uma edição do Pipoca&Bíblia, a primeira de 2016! Assistimos ao filme “Sem limites” (Limitless), e discutimos acerca da busca pela perfeição. Você pode conferir o material escrito sobre o filme abaixo:

 

Sem Limites

“Ano de poder”

Cruzamos a barreira invisível que separava 2015 de 2016. Sobrevivemos a mais um ano, seja com alegria e vigor, seja com dificuldade e pesar. Novos inícios, no entanto, trazem um gostinho de empolgação. Indicam um novo ciclo, no qual podemos corrigir alguns erros e reforçar acertos.

Como foi a nossa caminhada como igreja no último ano? Crescemos na experiência de viver como igreja reformada, missional, contemporânea, educativa e voltada para o coração? Preservamos nossas tradições? Compartilhamos Jesus com outras pessoas? Falamos o evangelho em bom português? Conhecemos e ensinamos a Bíblia? Ficamos mais atentos ao coração do que ao comportamento das pessoas?

A realidade por trás desses elementos, e que funcionará como instrumento de avaliação deles, é nossa dependência e experiência do evangelho e da comunidade. O nosso crescimento nesses itens fundamentais direcionará o crescimento nos demais.

Esse é o nosso desafio para 2016. Uma igreja centrada no evangelho e na comunidade preservará sua tradição teológica, e por ela terá grande estima; proclamará o evangelho fielmente nos mais variados ambientes, preocupar-se-á com a linguagem de seu ambiente, para que a comunicação seja eficaz; terá como base o ensino da Escritura; e dará atenção aos movimentos do coração, que direcionam as posturas e comportamentos.

O ambiente pleno de evangelho e comunidade também é um ambiente de serviço. Em 2016 podemos crescer em amar uns aos outros de formas práticas, dentro e fora das estruturas da igreja. Podemos orar uns pelos outros; fazer contato regular para saber como as pessoas estão; observar os espaços de necessidade para atuar na congregação, dispor de nosso tempo para acompanhar alguém em uma necessidade.

2016 é um ano para crescermos. Viver à luz do evangelho e da comunidade significa batalhar para resolver conflitos relacionais, empregar os maiores esforços para mortificar a carne e abandonar pecados, confessar, compartilhar, pedir perdão, perdoar, e pedir ajuda. Homens podem ser mais masculinos, e mulheres, mais femininas.

Acima de tudo, enquanto crescemos em comunhão uns com os outros, desenvolvemos comunhão com Deus. NEle poderá crescer a nossa alegria e satisfação; Ele poderá transformar o nosso coração; e dEle poderemos esperar grandes coisas.

2016 não é o “ano de poder”, mas é mais um ano da graça de Deus, que age em nós, para nos fazer semelhantes a Jesus (Rm.8.29).

Vinte e poucos anos

Fábio Jr. eternizou os “vinte e poucos anos” em sua canção. O refrão, não sem razão regravado pela banda de rock Raimundos em uma ou duas gerações posteriores, refletia a máxima da imprudência e egoísmo juvenil:

Nem por você / Nem por ninguém / Eu me desfaço / Dos meus planos / Quero saber bem mais / Que os meus 20 e poucos anos

Nem toda juventude precisa ser assim. Conquanto deva ser reconhecido como necessitando de maturidade, esse período pode ser um prazeroso momento de descobertas e crescimento.

15014832727_ff8df4bb19_z(1)Ontem, 18 de Julho, a Igreja Presbiteriana do Renascença completou 28 anos de vida. Na prática, o tempo é maior, pois o período de congregação não é contado. De todo modo, são “vinte e poucos anos” de desafios e crescimento; uma jornada que pode ser vista por alguns como período curto, mas certamente com permanência significativa enquanto organismo e organização.

Do lado de cá, observando como congregação, só podemos admirar a nossa igreja-mãe. Somos como a pequena Sarah apreciando a mamãe Camila, ou como Aninha “babando” Rosely. A filha vê a mãe formada e tem a impressão de que ela sempre foi assim. Que engano! Talvez Elisa não suspeite que as broncas que hoje recebe, foram as mesmas recebidas pela mãe; talvez Vitória não saiba que Jamilly já precisou esperar para desfrutar de algumas liberdades; talvez Raquel nem imagine que Luísa não usava batom na infância.

Hoje observamos uma igreja de 28 anos com estrutura estabelecida: pastor titular e seus auxiliares; conselho de pastores e presbíteros; junta diaconal crescente; boa localização e prédio; e os benefícios da vida eclesiástica, como certa autonomia e maior participação na dinâmica do presbitério. Mas a IPR não nasceu assim. Ela não usava batom na infância.

G0010242(1)Como nós, a igreja começou se reunindo em uma casa — a da irmã Sônia Faray. Experimentou aquela “vida nômade” que as congregações vivenciam antes de ter maior estabilidade. Passou por casa, escola, até adquirir localização própria. Teve muitos pastores, a maioria com curta duração, até se estabilizar com o Rev. Ilmar, que já conta com mais de uma década na liderança. Enfrentou dificuldades com pessoal — diáconos, músicos e professores nem sempre foram abundantes. Mas, com o passar do tempo, Isabela vai se tornando Karol (do seu jeito, é claro).

A IPR foi (e continua sendo) tratada e aperfeiçoada pelo Senhor ao longo dos anos. Na celebração desses 28, somos convidados a apreciar nossa “mãe” e louvar a Deus por preservar a vida da igreja na cidade. Imitemos as virtudes e aprendamos com os erros de quem veio antes de nós, a fim de manter o mesmo testemunho fiel no meio da cultura. Louvado seja o nosso Pai pela Igreja Presbiteriana do Renascença!

São Luís

A linda cidade dos azulejos

Todos os domingos, após o sermão, temos um momento de oração. Agradecemos por algo aprendido na mensagem, mas também voltamos os olhos para a nossa cidade e pedimos a Deus por ela. Fazemos isso há mais de um ano.

O fato de incluirmos a “oração pela cidade” em nossa liturgia se dá por dois motivos: primeiramente, entendemos que Deus não nos coloca nos ambientes que ocupamos à toa. O bairro onde nos reunimos como igreja, a casa onde a nossa família mora, a academia na qual fazemos exercícios, a escola e o ambiente de trabalho que nos envolve são parte do eterno, sábio e santo decreto de Deus. Por causa disso, devemos encarar tais espaços como desafios e oportunidades de tornar Jesus conhecido, e servir ao Senhor, à igreja, e ao próximo. Oramos por São Luís a cada domingo por entender que Deus nos colocou aqui a fim de honrarmos o Seu nome entre as praias e becos; entre o shopping da ilha e o São Luís shopping; entre a avenida dos portugueses e a dos africanos; no Renascença ou na Cohama.

A segunda razão é subproduto da primeira. Se Deus nos colocou aqui com um propósito, então a nossa postura diante da cidade não pode ser de fuga, ressentimento e ódio. Fomos chamados, à luz de Jeremias 29, para servir à cidade a partir de um coração genuíno – precisamos amar São Luís. O gesto colocar diante de Deus a nossa terra envolve lamentar por suas mazelas, e agradecer a sua beleza. Pedimos a Deus por nosso trânsito; oramos por nossos governantes; clamamos por nossas escolas; agradecemos por nosso clima. Orar por São Luís é reconhecer que Aquele que nos colocou aqui é o único capaz de sarar as doenças do nosso povo. É também reforçar, domingo após domingo, o nosso compromisso com o lugar de Deus para nós.

Neste aniversário de São Luís, desejamos que o amor pela cidade nos leve a apreciá-la, servi-la, e orar por ela.

Feliz aniversário, ilha do amor!