Despedida

Estou de partida para uma nova jornada ministerial e as linhas são poucas para expressar tanta gratidão a Deus pelo tempo aqui. Avizinha-se a hora das despedidas e isso me faz pensar e refletir sobre alguns aspectos da estadia entre vós.

A primeira reflexão que me ocorreu tem a ver com meus afetos. Enquanto estive aqui desejei ser um de vocês, ou seja, não somente um ocupante de uma “posição” no corpo de Cristo, antes, porém, uma parte identificável deste organismo vivo chamado Congregação da Cohama. Desta forma procurei habitar entre vós com envolvimento pessoal sem forçar, pela interpretação equivocada do ofício, uma relação meramente formal que mais afasta do que agrega.

Louvo a Deus pelo fato de que eu e minha família fomos bem recebidos e incluídos, tratados com respeito e honra por todos desta Congregação. Pela Sua graça desfrutamos de um ambiente cristão em pleno desenvolvimento, formado por pessoas desejosas em aprender mais sobre o Evangelho de Jesus Cristo. Gente que entende a necessidade do pastoreio mútuo, do estudo regular da palavra de Deus e que se esforça para promover um espaço no qual vidas são compartilhadas para a edificação mútua.

A segunda coisa refere-se aos meus motivos. O que me moveu a fazer o que fiz? O meu amor a Cristo! Tenho certeza de que não fui forçado a nada. Tudo quanto fiz foi espontaneamente, jamais pelo constrangimento de ter que exercer minhas funções sem o coração estar disposto e dedicado a servi-los (1 Pe 5:2). Em minhas ponderações pessoais mantive viva a verdade de que é sempre um privilégio conduzir o rebanho do Supremo Pastor. Assim, se tratei suas ovelhas com dignidade e amor não mereço qualquer reconhecimento, pois é um dever por gratidão a Ele.

Se “a esperança é o sonho do homem acordado”, então, sonhei acordado com o dia de nossa organização como Igreja, com um lugar mais espaçoso e mais proposicional para o culto. Sonhei com um trabalho voltado para os casais antevendo novos membros e a diversificação do nosso rol. Sonhei com uma Junta Diaconal trabalhando em parceria com um Conselho de pares, formado por pastores dispostos num colegiado fraterno (não-hierárquico) em prol do reino de Deus. Tudo isso motivou-me a seguir orando e trabalhando na ceara do nosso Rei e Senhor.

Com estas palavras me despeço: leiam, busquem, conheçam, memorizem, amem, orem e meditem na Palavra de Deus. Busquem um conhecimento mais profundo de Deus, de Seus atributos e de Sua glória. Pratiquem a humildade, pois, “o orgulho se alimenta de quase tudo: uma bela medida de habilidade e sabedoria, um simples elogio, um período de prosperidade considerável, um chamado para servir a Deus numa posição de prestígio” (Joel R. Beeke).

Obrigado Senhor pelo privilégio de ter servido a estes queridos irmão. E quanto a mim, recordo-me, finalmente, do apóstolo Paulo: “o tempo da minha partida é chegado. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.” Amém!

Bruno Souza

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