Deus é a origem de nossa proteção

Existem alguns sinais visíveis que comprovam a presente sensação de insegurança. Andando por São Luís, por exemplo, já reparou na altura dos muros das casas e condomínios? Na espessura dos fios usados nas cercas elétricas? Notou a quantidade de arame farpado disposto sobre os muros? É! Contratamos seguranças até mesmo para ficarem na porta das nossas Igrejas.

É verdade que o Estado tem como função primordial o dever de zelar pela segurança e socorrer os seus cidadãos. O problema é que ele não é onipresente – e nem pode ser. Este clima de insegurança aumenta devido à sua ausência, ainda mais quando assistimos a audácia dos marginais sendo alimentada pela certeza da impunidade. Pior ainda é ver bandido fortemente armado sendo tratado como vítima da sociedade, enquanto os cidadãos de bem permanecem encarcerados dentro dos muros e grades do condomínio.

Como cristãos, estamos cientes de que vivemos num mundo caído, onde o homem pecador é por natureza um predador. Então, porque o Estado falha, investimos muito dinheiro na sofisticação da vigilância privada na tentativa de prover maior segurança a nossa família e propriedades. Se os guardas podem ser vencidos pelo sono em serviço, a solução foi criar câmeras de segurança, sensores de movimento e monitoramento remoto 24 horas.

Sabemos muito bem que a vida está cheia de perigos em potencial e, mesmo com todas as precauções, precisamos assumir o risco de que não estaremos 100% isentos da ferrugem que corrói nosso tesouro, do ataque das pragas à nossa lavoura ou livres do ladrão. Assumamos este risco! Contudo, tenhamos a certeza de que a proteção de Deus é páreo para cada um deles.

Somos encarregados por Deus a proteger a família, os bens e o bem-estar pessoal contra qualquer violência indevida que impeça o progresso do Reino de Deus. Mas, a ironia disso tudo é que “se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” (Sl 127:1). O problema existe quando depositamos nossa confiança última no Estado, ou nos esquemas sofisticados de segurança, esquecendo-nos de que “o meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra” (Sl 121:2).

Agora, confiar no socorro cuja origem é o Senhor não anula o nosso direito a segurança, a autodefesa necessária para a sobrevivência, e nem o nosso dever de erguer muros e cercas. Sem dúvida alguma Deus pode nos proteger sem meios, como ele fez com Daniel livrando-o na cova dos leões. Ou ele pode nos proteger através de armas, como fez com Davi e o uso habilidoso de uma funda contra Golias. Em ambos os casos, foi Deus quem protegeu seus servos.

No Salmo 121 o salmista descreve o Senhor como uma pessoa poderosa, atenciosa e protetora. Assim, aprendemos que Deus é nossa fonte de proteção, quer faça direta e sobrenaturalmente, quer faça através de algum meio natural para nos proteger, tal como lei, segurança privada, muros, ou uma Magnum 357.

Bruno Souza

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