Dia dos Namorados

Talvez você seja daqueles que enxerga o Dia dos Namorados como apenas mais um apelo comercial feito a uma sociedade ávida por consumo. Se este for seu argumento para deixar passa-la em branco, cuidado: “a vida snake” (cobra)!

Muitos casamentos, com o passar do tempo e a chegada dos filhos, podem acabar entrando em um marasmo de comodismo. Nesse contexto, datas assim são bem-vindas para exercitarmos um pouco do nosso romantismo.

Com o passar do tempo, sem que haja a devida atenção, os casais acabam sacrificando seus momentos de intimidade pela intensa rotina diária e, pouco a pouco, as conversas – se é que ainda existem – passam a girar apenas em torno de temas como trabalho, contas a pagar, compras no supermercado, limpeza da casa, débito do cartão de crédito, a escola das crianças…

Consequentemente, cada vez menos tempo é investido em atividades para o casal e, nessa toada, a vida conjugal começa a manifestar os seus primeiros sinais de falência.

Maridos, em especial, considerem o seguinte: a bondade de Deus manifesta-se a nós quando Ele age benévola e generosamente em prol do nosso bem-estar. Embora tal ação não se restrinja somente aos crentes (Mt 5:45), somente eles a desfrutam de maneira adequada, de forma mais rica e mais completa. Se, conforme cremos, “o que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do SENHOR” (Pv 18:22), então, por que trata-la como uma mera reprodutora e dona de casa? Nossas esposas devem ser consideradas biblicamente como são: um bem que procede de Deus para nós, um achado valioso, um produto da benevolência do Senhor.

Esposas, o romantismo não deve ser a principal característica a ser buscada em seu cônjuge. Talvez ele não seja muito bom em lidar com flores, chocolates e afins; contudo, biblicamente, é alguém que se esforça para liderar a família, que se sacrifica por ela, procura ser gentil sempre que possível (Mt 11:29) e está envolvido na provisão do lar (Rf 5:29; 1 Tm 5:8). Não despreze tais virtudes se elas existem em seu marido, e mostre para ele o quão segura está sob a sua liderança. Afinal, o desejo de Deus para ele é que “seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Como cerva amorosa, e gazela graciosa, os seus seios te saciem todo o tempo; e pelo seu amor sejas atraído perpetuamente” (Pv 5:18-19).

Que no Dia dos Namorados, pelo menos, vocês tenham conseguido vencer qualquer desculpa para negligenciar um pouco de romance, o cansaço devido à agitação de um dia de trabalho, as dificuldades com os filhos pequenos, a tristeza ou o mau humor, o fato de não sentir-se atraente como outrora… enfim, que tenham derrotado os impulsos para negar um ao outro o que lhes é devido (1 Co 7:3-4) e que, por um tempo, pode estar escasso na vida do casal.

Bruno Souza

Submit a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *