Dinheiro na mão é vendaval!

O mês começa e os boletos não tem fim (mas o nosso dinheiro sim!): plano de saúde, supermercado, luz, água, cartão de crédito, escola das crianças, internet, telefone. Assim como um lindo beija-flor que nos visita e alegra-nos por alguns instantes, o nosso dinheiro chega às nossas mãos para, rapidamente, ir “simbora” sem se despedir! Tenho a impressão de que o dinheiro é feito chuva de verão, que chega trazendo consigo a esperança de aliviar nosso calor e, tão logo chega, evapora-se provocando exatamente o oposto do que esperávamos.

Popularmente reconhecemos que “dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador”; o problema é que seguimos ignorando a tão reconhecida natureza transitória da riqueza material, e nos apegamos tanto ao trabalho de obtê-la, que acabamos sucumbindo à sua sedução e fascínio. Assim, arrastados para o fundo deste mar chamado idolatria, nossos corações se desviam da verdadeira adoração e parte em busca da satisfação que jamais será encontrada enquanto se confiar nela.

“Quem confia nas riquezas cairá”, escreveu Salomão (Pv 11:22a). As sucessivas crises na economia mundial são a prova prática de que pessoas de vida aparentemente estável e intocável, são severamente atingidas em seus investimentos e rendimentos. Nos Estados Unidos, em 1929, ocorreu a quebra da Bolsa de Valores de Nova York levando muitos investidores ao suicídio. No Brasil, como poderíamos nos esquecer do famigerado Plano Collor, no qual se confiscou os depósitos bancários e até mesmo as intocáveis cadernetas de poupança dos brasileiros. Ora! Quando isso ocorre, somos lembrados de que “certamente, a riqueza fará para si asas, como a águia que voa pelos céus” (Pv 23:5b).

Somos fascinados pela ideia de ganhar dinheiro, principalmente se for fácil e sem muito esforço. A propósito, as “Betinas” das propagandas no YouTube seguirão convidando os amantes do dinheiro a perguntarem como! As filas nas lotéricas dobrarão quarteirões enquanto a Mega Sena estiver acumulada. Muita gente se aventurará nas pirâmides faraônicas, digo, financeiras, em busca dos tesouros escondidos de faraó. Porém, cegos pela ganância, acabarão soterrados tendo de lidar com mais e mais insatisfação, pois, “Quem ama o dinheiro jamais dele se farta; e quem ama a abundância nunca se farta da renda; também isto é vaidade” (Ec 5:10).

Dinheiro jamais nos trará satisfação, ou melhor, aquela sensação de já ter recebido o suficiente para a própria nutrição. Quem ama o dinheiro sempre estará faminto. Ele escapa por entre os dedos e some feito a neblina! Estamos falando de um romance perigoso, que é capaz de camuflar a tolice de substituir o caminhar com Jesus Cristo pelo “ganhar dinheiro”. Portanto, existe algo mais valioso nessa vida e, por certo não é ganhar o mundo, pois, “que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mc 8:36).

Bruno Souza

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