Entre, se achegue e cultue!

No culto público os crentes, “pelo vivo e novo caminho” (Hb 10:19), se aproximam ainda mais de Deus e têm maior comunhão com os irmãos. A adoração pública é um dos momentos mais importantes de nossa vida, pois, pela ocasião do culto, prestamos nosso serviço: a nossa adoração. Embora seja verdade que servimos ao Senhor em tudo o que fazemos (1 Co 10:31), aprouve a Ele estabelecer um dia na semana para que seu povo estivesse congregado em santificação (Êx 20:8) – o Dia do Senhor. Contudo, o povo de Deus sempre foi rebelde e desobediente a essa determinação. Por isso, em muitos momentos, foi necessário convencê-lo da importância deste mandamento. Muitos são os textos bíblicos nos quais lemos sobre as bênçãos em guardar o Dia do Senhor e castigos severos ao negligenciá-lo. Por exemplo, os israelitas foram levados em cativeiro porque repetidamente desrespeitaram este dia santificado (Jr 17:19-27).

Se foi assim no passado, não é muito diferente em nossos dias. O culto público é visto por muitos como mais uma das “atividades” semanais e não como o dia instituído por Deus para o exercício da adoração, ensino e aprendizado da Palavra em comunhão uns com os outros. Por causa disso, faltar aos cultos públicos tem sido encarado com naturalidade. Aliás, quando há tentativas de corrigir o problema, isso provoca maior desconforto à pessoa que instrui do que aos próprios faltosos, pois, erroneamente, julgam que solitários exercícios devocionais podem substituir o que somente vivenciamos no culto público.

Saibam, queridas ovelhas, que longe do pasto não haverá repouso e distante das águas não haverá descanso (Sl 23:2). Essa vida é cheia de vaidade e, em essência, as coisas nos escapam das mãos por entre os dedos. A Queda provocou a entrada dessa poeira mortal que tornou as coisas transitórias. Logo, os prazeres são fugazes, o trabalho ficou penoso, os relacionamentos estão sempre em tensão, o conhecimento não preenche o coração como deveria e a sabedoria é vista como enfadonha. Exatamente por causa disso é que não devemos nos ausentar dos cultos públicos, já que, neste mundo de vapores, a adoração nos une a algo verdadeiramente sólido e duradouro.

O culto é a ocasião na qual o povo de Deus se reúne ao redor de algo verdadeiramente firme. Nossa tolice, portanto, fica evidente quando passamos a valorizar mais as coisas ocas dessa vida do que a firme adoração congregacional. E até mesmo você que “não perde um culto se quer” pode não estar enxergando o real valor da adoração comunitária. Somos quebradores-de-votos, levianos em nossas palavras, dispersos no culto e, enquanto estivermos vivos neste corpo inglório, jamais cultuaremos a Deus perfeitamente.

Mas tenhamos bom ânimo! Existe esperança para quebradores-de-votos como nós! Jesus Cristo, o nosso Sumo Sacerdote, jamais quebrou os votos que fez. Jesus é quem canta louvores perfeitos “no meio da congregação” (Hb 2:12) e nele somos convidados a entrar, se achegar e oferecer nosso culto diante de Deus. Obedeçamos!

Bruno Souza

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