Eu sou Barrabás

Por Kamylla Araújo*

barabbas1Sou cristã há mais de 15 anos e, mesmo antes da minha conversão, já conhecia a história da Páscoa: Jesus morrendo na cruz no lugar de pecadores. Já li esta história incontáveis vezes e já ouvi outras tantas pregações a respeito dela também. Entretanto, há momentos em que entendimento é transformado e os olhos se abrem, pelo puro poder do Espírito. Eis o motivo deste texto.
Ao fazer meu devocional diário, a leitura do dia de hoje era sobre o tribunal de Jesus diante de Pôncio Pilatos, o homem que quis tanto tirar sua culpa da morte de Cristo e que acabou tendo seu nome “imortalizado” no credo apostólico como aquele por quem o Senhor padeceu.
Pois bem, ao tentar “inocentar” Cristo e poupá-lo da morte, Pilatos apelou para um indulto de páscoa, pelo qual um prisioneiro seria livre de sua pena, visto que o próprio sentido da palavra páscoa era de libertação. Abismado, o amigo de César, ao usar de tal subterfúgio, percebe que o povo judeu preferia o malfeitor Barrabás. E é, no mínimo curioso, como esta troca se encaixa perfeitamente no plano de salvação.
Quando Cristo é condenado e Barrabás salvo, um toma o lugar do outro e literalmente Cristo morre em lugar de Barrabás. Jesus deu a este malfeitor a liberdade, a salvação, ainda que de sua condenação terrena, já que não posso, além do que especular, se Barrabás obteve a salvação de sua alma. Jesus trocou de lugar com pecadores como Barrabás, eu e você. O filho do Homem morreu no lugar do filho do pai (significado do nome Barrabás em hebraico) para que pecadores fossem chamados filhos de Deus. É por isto que naquela cruz eu sou Barrabás!

 

*Kamylla Araújo é membro da Igreja Presbiteriana do Renascença e serve na Congregação Presbiteriana da Cohama desde os seus primeiros dias. É graduada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Maranhão, e já atuou na tradução de textos para blogs e sites nacionais, tendo traduzido também o livro “No púlpito de João Calvino“, de Charles H. Spurgeon (ed. Interferência).

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