Piquenique na Jaula do Leão

Talvez a gente não seja tão louco a ponto de entrar na jaula de um leão. Aliás, nossa esperança é que ninguém seja tolo o suficiente para fazer isso. Mas, imagine por um momento: algumas pessoas ignoraram os avisos de perigo e, mesmo ouvindo os gritos frenéticos dos espectadores do lado seguro da jaula, resolveram fazer assim mesmo um piquenique lá dentro. Elas permanecem passivas na sua insensatez comendo e relaxando como se o leão nem estivesse ali, pois ignoraram a sua presença. Sim, alegremente desconsideraram o leonino! Todavia, isso não quer dizer necessariamente que o animal esteja fazendo o mesmo.

Você não acha isso uma verdadeira loucura? Certamente nunca imaginaríamos que uma pessoa em sã consciência simplesmente desprezaria todos os alertas de perigo e colocaria em risco a própria vida na ilusão de que o leão à espreita na verdade não existe. Dessa mesma forma muitas pessoas caminham pela vida como se Deus nem existisse, ignorando todos os sinais claros da sua própria divindade manifestos na criação (Rm 1:19-20) e na sua Palavra (Hb 11:3). Vivem calmamente suas rotinas sem nutrir qualquer forma de pensamento sobre Deus ou sem preocupação com aquilo que Ele é capaz de fazer. A Bíblia chama isso de insensatez (Sl 14:1).

A propósito, você já reparou que ninguém gosta de ser ignorado? Isso não quer dizer que a pessoa ignorada simplesmente sumiu ou deixou de existir. Pois bem! A Bíblia é pontual ao chamar de insensato quem tenta fingir que Deus não existe. O termo refere-se a qualquer pessoa que despreza o Senhor e sua disciplina. Sua insensatez é manifesta em um estilo de vida caracterizado pelo egoísmo, teimosia e ainda um terrível e ilusório senso de autossuficiência que envolve tudo o que ela pensa, sente, deseja e faz. Enfim, o insensato procurará viver em autonomia, mesmo que isso seja um caminho perigoso e mortal (Pv 14:12).

Não se engane! Um incontável número de gente tem excluído qualquer ideia de que Deus está observando cada um dos seus movimentos, ouvindo as suas palavras e inspecionando as motivações mais profundas dos seus corações (Pv 21:2; Sl 7:9). Ignoram o fato de que ele é um justo Juiz (Sl 7:11) “que há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas (Ec 12:14). Nem mesmo os religiosos da moralidade, com suas palavras bem articuladas, escapam de algum tipo de rejeição, renúncia ou oposição à existência divina e à sua Palavra (Is 29:13).

Conforme Francis Schaeffer disse, “Deus existe e não está em silêncio”. Loucura é, então, ignorar o fato de que “por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo” (Sl 19:4); e insensatez é desprezar a voz de Cristo nas Sagradas Escrituras. Nos dias de Noé a vida seguia seu curso e as pessoas comiam, bebiam, casavam e não perceberam o iminente perigo, “senão quando veio o dilúvio” (Mt 24:38-39). Sejamos vigilantes, pois horrível coisa é cair nas mãos do Senhor (Hb 10:31).

Bruno Souza

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